Eu já aprendi do pior jeito
que chorar não é defeito.
E se fosse, o que adianta
guardar tudo o que tem na garganta?
Joga-te ao lacrimejo.
Aprende a chorar, pequena criança.
Engarrafe suas lágrimas
mas não guarde como lembrança.
Entregue-as ao motivo do teu pranto e faça-o beber.
Que elas por si só ensinam
A salubridade do próprio encanto.
- Thaysa Aguiar & Dhiego Garcia
Tu queres, se esforça, corre e alcança
Mar nenhum é revolto demais
Quando se tem a esperança
Tu buscas e, se atingir, não fica só na memória
Mar nenhum é denso demais
Quando eliminamos a divisória.
- Thaysa Aguiar & Dhiego Garcia
A lanchonete jamais vai ser deixada de lado
ao menos não por mim, calçarei os sapatos,
vestirei tua roupa e vai caber
vou te deixar na alegria
deixe que eu fique nesse feriado de finados
e enquanto isso na lanchonete?
Nem sei como vais
nem sei como vim
vim parar numa ilha
num romance sem fim
Romance novo
e quem faz poesia sente
que num mar de gente
nasceste pra mim
Vai escoer em todo teu ser
tu vai parar e olhar pra mim
mesmo que seja através dessas palavras
nós precisamos disso para viver.
Sempre houve as feridas
poucas vezes houve paz
essa retirada dói e dói até morrer
dói mais que ataque cardíaco.
Ela morreu em braços meus
um sentimento que nunca tinha sentido
a faca que cortou a tua garganta
não é a mesma que vai cortar a minha
Eu não vou morrer essa noite
e nem respirar essa tua morte
cada um faz sua escolha
tu se matou em braços meus.
Mutilado por tantos dias sem te ver
maltratado pela saudade que sinto de ti
vivendo a guerra da estrada
amando a ti e mais nada.
Dias sem escrever
TU MERECE LER
ninguém mais merece essas palavras
ninguém além de ti merece esse sentimento.
15 dias sem escrever
tu me alertou que queria mais
eu te alerto que quero a ti
aqui estou eu te alertando, mais uma vez.
E faz tempo que não me dou uma estrofe nova
nem a ti, nem a nós
muito menos aos fatos que nem reais são
bom é viver a fantasia que eu mesmo criei.
Duas estrofes serão o suficiente
eu nem direi nada nelas, mesmo
tu nem sabe se é real ou não
tu não sabe nem se é latente.
Mais uma vez riscando
este velho caderno
e só falta um par de semanas
Tu fazes aula de canto
e quem canta sou eu
de longe mando minhas notas
que não são de rodapé
Eu não quero errar
nenhuma nota, nenhum tom
passei uma vida inteira
procurando essa composição.
A falta que tu faz
A falta que me faz
A falta de sentir tua falta
Saudade.
Três latinhas e já tais caindo
a tua sensibilidade não vai se esvaindo
eu quero mais que tu arrepies quando ler isso
eu quero que sinta o que eu não posso sentir.
Uma noite ou uma madrugada
um táxi que interrompe todo meu desejo
na verdade quem tem o dom é tu, Guapa
eu apenas escrevo
tu inspiras.
Eu te procuro sem tu me procurar
eu sonho contigo sem tu saber
vou emprestar um verso pra te perguntar
“por onde é que andarás?”
Eu praticamente vivo a imagem de suas pintinhas
a tua pele toda branquinha
o teu braço fininho
e a saudade… ah, a saudade gigante.